
Podíamos tentar
a vida.
Desflorar de novo
a fulgurante madressilva.
Acreditar que somos
par,
que fomos
feitos para amar.
Esquecíamos que o silêncio
permanece.
afluente cansado
sem rio onde desaguar.
Sílabas oxidadas
na pele,
acorrentadas
em grilhetas de papel.
Apesar de tudo,
a vida
no tempo das palavras
e das lágrimas nos rostos,
tinha um fulgor
de vento,
um sabor
a ti no firmamento.
Apesar de tudo,
a dor
não nos doía.
Cristalina e certa,
vinha doce e sem
segredos,
numa vertigem
calma de arvoredos.
E agora se te olho
e não te vejo,
quero que me doa
a tua carne na minha.
Ter o teu corpo de novo
tacteado,
que já só provo
num perfume de passado.
Vamos tentar
de novo, a vida.
Mesmo que seja loucura!
Mesmo que seja com dor,
vivamos iludidos a sublime
imperfeição
que nos define...
Onde está a tua mão?
O Nostálgico
a vida.
Desflorar de novo
a fulgurante madressilva.
Acreditar que somos
par,
que fomos
feitos para amar.
Esquecíamos que o silêncio
permanece.
afluente cansado
sem rio onde desaguar.
Sílabas oxidadas
na pele,
acorrentadas
em grilhetas de papel.
Apesar de tudo,
a vida
no tempo das palavras
e das lágrimas nos rostos,
tinha um fulgor
de vento,
um sabor
a ti no firmamento.
Apesar de tudo,
a dor
não nos doía.
Cristalina e certa,
vinha doce e sem
segredos,
numa vertigem
calma de arvoredos.
E agora se te olho
e não te vejo,
quero que me doa
a tua carne na minha.
Ter o teu corpo de novo
tacteado,
que já só provo
num perfume de passado.
Vamos tentar
de novo, a vida.
Mesmo que seja loucura!
Mesmo que seja com dor,
vivamos iludidos a sublime
imperfeição
que nos define...
Onde está a tua mão?
O Nostálgico